domingo, 9 de maio de 2010

Viagem sem Destino

Já tinha avançado demasiado para voltar atrás, mas precisava de parar e pensar nas minhas acções. Há já muito tempo que havia planeado esta fuga...
Precisava de novos ares, novas caras e novos caminhos para poder então seguir com os meus sonhos.
Peguei na minha mochila, que já continha tudo o que era necessário, pois já tinha passado ansiosos tempos a pensar em tudo isto e segui com a viagem sem destino.
Comecei com a caminhada, sem conseguir evitar as lágrimas, pois tive de largar tudo aquilo que me era precioso e tão amado. Já tinha criado longas raízes naquele lugar, e arranca-las de lá foi um processo lento e doloroso. No entanto não me arrependo da minha acção.
Durante o caminho encontrei um companheiro de quatro patas ao qual chamei de Fé, pois era tudo o que mais necessitava. E foi graças ao meu novo companheiro que canino que a minha viagem se tornou mais leve e animada.
Neste momento tenho de procurar um lugar para passar a noite nesta terra remota. Preciso de descansar para poder seguir de novo viagem.
...
Este sítio é tão agradável... talvez fique aqui por mais que uma noite... ou talvez, só talvez, seja este o meu destino tão procurado.

Bárbara de Almeida

Meu Anjo

Meu Anjo, todas as noites te aguardo,
Aguardo pela tua voz, o teu toque, a tua magia.
Que me puxes deste meu pesadelo amargo,
Que me agarres entre os teus braços e me dês companhia.

Meu Anjo, todas as noites estendo a mão,
Estendo a mão à espera de retribuição...
Uma retribuição que nunca é atendida.
Pois todas as noites me deixas só e desprotegida.

Meu Anjo, sei que não te consigo ver,
Mas todas as noites sinto o teu calor.
De tal maneira que quase estremece o meu ser....
Deixando-me incapaz de guardar rancor.



Durante todas essas noites, não sabia o que sentia,
era noites frias e vazias, que no entanto se preenchiam
de 1001 sentimentos confusos e revoltos.
Penso que me ouvis-te anjo, e por isso perdoo-te
por não teres lá estado*


Bárbara de Almeida

sábado, 8 de maio de 2010

There are Some Words...

"Ontem sonhei connosco, sonhei que te ligava durante as férias e que já não podia mais com as saudades. Cada um de nós contara como estavam a correr as férias, e lá pelo meio diziamos o quanto as saudades nos tocavam. Do nada tu chamas-me com uma voz terna e carinhosa. Eu apenas questionei com o típico "sim?" e esperei que dissesses mais alguma coisa... De súbito oiço "Amo-te.", mas não foi de um modo qualquer, tu disseste-o de uma maneira pura e profunda, como nunca tinha ouvido antes. Essa palavra... O modo como a tinhas dito, tocou-me de uma maneira inexplicavel.Não aguentei mais, tive de desligar a chamada... Não queria que me ouvisses a chorar."

Bárbara de Almeida

História de Amargar

Está escuro, frio... Sinto-me incompleta, desprotegida, despida.
Tenho força, mas o medo consome toda a minha vontade.
Espero horas pela noite, sei que ai te vou ver, mas tenho medo de fechar os olhos, tenho medo de não te encontrar.
Estico a mão, à espera de retribuição. Mas a tua mão não agarra a minha, não te vejo, nunca te encontro, mas eu sei que estás lá, sinto o teu calor, a tua presença.
Estou perdida, não sei para onde me virar. Sinto-me angustiada, pois deveria saber cuidar de mim própria. Mas sinto-me partida, incapaz de seguir sozinha.
Tento dar rumo à minha vida, talvez um dia o vento mude a meu favor, ou talvez ganhe forças e lute contra ele, como se tudo dependesse disso...



Bárbara de Almeida