sábado, 8 de maio de 2010

História de Amargar

Está escuro, frio... Sinto-me incompleta, desprotegida, despida.
Tenho força, mas o medo consome toda a minha vontade.
Espero horas pela noite, sei que ai te vou ver, mas tenho medo de fechar os olhos, tenho medo de não te encontrar.
Estico a mão, à espera de retribuição. Mas a tua mão não agarra a minha, não te vejo, nunca te encontro, mas eu sei que estás lá, sinto o teu calor, a tua presença.
Estou perdida, não sei para onde me virar. Sinto-me angustiada, pois deveria saber cuidar de mim própria. Mas sinto-me partida, incapaz de seguir sozinha.
Tento dar rumo à minha vida, talvez um dia o vento mude a meu favor, ou talvez ganhe forças e lute contra ele, como se tudo dependesse disso...



Bárbara de Almeida

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